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Museu de Navegantes apresenta pesquisa sobre memória, patrimônio imaterial e resistência cultural em congresso internacional no México

  • 2 de jun.
  • 2 min de leitura

O Museu de Navegantes esteve representado no "V Nacional III Internacional Congreso de Miradas Críticas y Construcciones Alternativas", realizado entre os dias 27 e 29 de maio, no Complejo Regional Norte da Benemérita Universidad Autónoma de Puebla (BUAP), em Zacatlán, Puebla, México.


Representando a instituição presencialmente, a museóloga e curadora Dra. Angela Luciane Peyerl apresentou o trabalho “Museu como resistência: memória, patrimônio imaterial e disputa de narrativas em uma cidade litorânea em acelerada urbanização”, desenvolvido em coautoria com Arthur Henrique Olschowsky Christóvão. A apresentação integrou a mesa temática Patrimonio, Memoria e Innovación, dedicada à reflexão sobre os desafios contemporâneos relacionados à preservação cultural e à construção das memórias coletivas.


A pesquisa analisa a criação do Museu de Navegantes como uma resposta aos intensos processos de transformação urbana vivenciados pelo município nas últimas décadas. Historicamente marcada pela pesca artesanal e pelas relações comunitárias ligadas ao mar, a cidade vem passando por profundas mudanças decorrentes da verticalização imobiliária, da expansão portuária e da crescente valorização econômica do território.

O estudo discute como essas transformações podem contribuir para a invisibilização de práticas culturais, saberes tradicionais e memórias associadas à cultura pesqueira e às vivências das comunidades locais. Nesse contexto, o Museu de Navegantes é apresentado como uma iniciativa que busca fortalecer a preservação da memória social e do patrimônio cultural imaterial por meio da participação da própria comunidade.


 Dra. Angela Luciane Peyerl apresentando o trabalho
 Dra. Angela Luciane Peyerl apresentando o trabalho

A pesquisa destaca que o museu surgiu inicialmente em ambiente digital, articulado pela Associação Cultural, de Preservação Patrimonial e Formação de Navegantes (ACPPFN), reunindo fotografias históricas, relatos orais, registros sonoros e narrativas compartilhadas pelos moradores. Essa origem digital é compreendida como uma estratégia de democratização do acesso à memória e de ampliação da participação social nos processos de preservação patrimonial.

Ancorado nos princípios da museologia social, o trabalho compreende o museu não apenas como um espaço de conservação, mas também como um local de construção de narrativas e valorização das identidades culturais. Festas religiosas, práticas pesqueiras, saberes culinários, memórias do mar e da praia são apresentados como patrimônios vivos que contribuem para o fortalecimento do sentimento de pertencimento e da relação da comunidade com seu território.


A participação do Museu de Navegantes em um congresso de alcance nacional e internacional reforça a relevância das ações desenvolvidas pela instituição e amplia a visibilidade das discussões sobre memória, patrimônio cultural e identidade local produzidas a partir da realidade do litoral catarinense.


Para o Museu de Navegantes, integrar espaços acadêmicos e científicos como o V Nacional III Internacional Congreso de Miradas Críticas y Construcciones Alternativas representa uma importante oportunidade para compartilhar experiências, estabelecer diálogos com pesquisadores de diferentes países e fortalecer o compromisso da instituição com a preservação das histórias, saberes e memórias da comunidade navegantina.

 
 
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