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Roda de Conversa registra a história do bairro São Paulo e amplia a memória de Navegantes

  • 10 de jul.
  • 2 min de leitura

O Museu de Navegantes participou de mais uma importante ação de valorização da memória local ao lado da Academia de Letras do Brasil de Santa Catarina – Seccional Navegantes (ALBSC/Navegantes). A Roda de Conversa, realizada na Escola Municipal Maria Ivone Muller dos Santos, reuniu moradores e personagens que acompanharam o processo de formação do bairro São Paulo, um dos mais populosos e de ocupação mais recente do município.


Equipe responsavel pela organização da Roda de Conversa e convidados
Equipe responsavel pela organização da Roda de Conversa e convidados

A iniciativa integra o trabalho de preservação da história de Navegantes, promovendo o encontro entre diferentes gerações para registrar relatos que ajudam a compreender a transformação da cidade ao longo das últimas décadas.


Durante o encontro, compartilharam suas memórias o ex-vereador Antônio Carlos da Silva (Calinho), o empresário Adelar Fideleski de Oliveira e o comerciante Zalce Lauro Alves.

Adelar Fideleski relembrou que sua família esteve entre as primeiras a se estabelecer na região. Segundo seu relato, o bairro recebeu o nome de São Paulo em razão da comunidade dedicada a São Paulo Apóstolo, já existente no local. Seu pai, Constantino Fideleski, adquiriu uma extensa área de terras nas proximidades da atual Havan, contribuindo para o desenvolvimento da localidade.


Antônio Carlos da Silva, conhecido como Calinho, destacou o processo de organização do bairro entre as décadas de 1990 e 2000. Ele recordou que a estruturação da comunidade teve início durante a primeira gestão do prefeito Adherbal Ramos Cabral (1989–1992), período em que o bairro passou a receber famílias vindas de diversas regiões de Santa Catarina e do norte do Paraná. Com o crescimento populacional, começaram a surgir os primeiros serviços públicos, como o posto de saúde e a Escola Municipal Maria Ivone Muller dos Santos, cuja patronesse teve participação importante na implantação da unidade escolar.


Já o comerciante Zalce Lauro Alves contou que chegou ao bairro nos anos 2000 e acompanhou de perto sua rápida transformação. Segundo ele, a Rua Francisco de Paula Seara consolidou-se como um importante eixo comercial e, atualmente, o bairro possui estrutura capaz de atender grande parte das necessidades da população.

De acordo com a presidente da ALBSC/Navegantes, professora e doutora Ana Isabela Mafra, o bairro São Paulo foi escolhido justamente pela escassez de registros históricos sobre sua formação, já que se trata de uma comunidade mais recente em comparação aos demais bairros de Navegantes.


A Dr. Ana Isabela também destacou a importância da parceria com o Museu de Navegantes para o registro audiovisual dos depoimentos, fortalecendo a preservação dessas memórias e garantindo que esse patrimônio imaterial permaneça acessível às futuras gerações.


A gravação da Roda de Conversa feita pelo coordenador do Museu de Navegantes Arthur Manson (Arthur Henrique Olschowsky Christóvão) e Alexandra Luciano Barcellos, passará a integrar o acervo digital do Museu, ampliando a documentação sobre a história dos bairros do município e contribuindo para a preservação do patrimônio histórico e da memória coletiva de Navegantes.

 
 
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